Eu te amo

Uma das expressões mais universais que existem é a declaração de amor, o famoso “eu te amo”. Tanto que, outro dia, me deparei com uma publicação na internet listando como se diz “eu te amo” em 40 línguas diferentes. Algumas dessas formas são famosíssimas, como o inglês I love you e o francês je t’aime, tantas vezes presentes em filmes e canções românticas. Mas outras formas, como o espanhol te quiero e o italiano io ti amo (e também ti voglio bene), são igualmente difundidas.

Em português, a forma mais conhecida é o manjado eu te amo, mas, curiosamente, a nossa língua apresenta diferentes formas de dizer isso conforme a variedade geográfica e também histórica. Por exemplo, se a atual dublagem brasileira de filmes estrangeiros sapeca invariavelmente eu te amo, dublagens mais antigas (dos anos ’60, por exemplo) traziam os formais eu o amo e eu a amo, conforme a pessoa amada fosse homem ou mulher. Em Portugal, o comum é dizer amo-te ou ainda eu amo-te, e em alguns lugares do Nordeste o que se ouve é eu lhe amo. É curioso como a profusão de variedades do português afeta até uma expressão universal e que na maioria das línguas tem uma forma única, não?

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