Hoje é o Dia Internacional da Ioga – ou do Yôga, como querem os mais pedantes. Essa palavra veio do sânscrito, língua sagrada do hinduísmo e significa “união, junção”. O que ocorre é que ela foi há muito aportuguesada, assim como futebol, abajur, contêiner, uísque, etc., de modo que sua grafia é com i e sua pronúncia com o aberto. Além disso, em nossa língua ela é do gênero feminino.
No entanto, de algum tempo para cá os professores de ioga passaram a referir-se a essa técnica milenar como “o yoga”, com y, o fechado e no masculino. Alguns até chegam a corrigir a pronúncia dos alunos que dizem corretamente “a ióga”. Mas afinal, qual é o certo, o que dizem os dicionários ou o que dizem os iogues? É óbvio que corretos estão o dicionário e a gramática; essa onda de pronunciar “o yôga” é pura mania de prestigiar o que é estrangeiro em detrimento do vernáculo. Chamar a ioga de “o yôga” é como chamar o futebol de football. Você faria isso? Se não, não tenha medo de corrigir o seu professor de ioga, pois ele pode até entender muito dessa arte indiana, mas quem entende de língua portuguesa são os linguistas, os gramáticos, os dicionaristas e os professores de português.